Meningite

Meningite no Brasil – estatísticas e diagnóstico

Neste segundo semestre de 2022 temos visto um aumento alarmante nos casos de meningite no Brasil, principalmente na região sudeste. A queda nos índices de vacinação está preocupando as autoridades de saúde que reforçam a importância das campanhas.

No Rio de Janeiro, os casos aumentaram em 55,5% em relação ao ano passado[1], em São Paulo 77%[2] e em Minas Gerais, registrou-se 92 óbitos de todas as etiologias que causam a doença, colocando o estado em atenção.[3]

Como a meningite é causada por diversos patógenos e o quadro, principalmente da meningite meningocócica, pode se agravar bem rápido, o diagnóstico molecular é a maneira mais eficaz e confiável de identificar o tipo certo do agente causador e proporcionar o tratamento adequado.

A meningite no Brasil

Após a década de 1970, quando a meningite atingiu o seu pico no país, graças às informações compartilhadas, campanhas e a vacinação em massa, ela foi controlada e passou a ser considerada endêmica.

Porém, nos últimos anos o movimento antivacina ganhou adeptos no mundo inteiro, inclusive no Brasil, resultando no reaparecimento de várias doenças como sarampo, pólio, difteria e rubéola, tendo a meningite meningocócica como a mais recorrente.

O fato é alarmante já que o Brasil é considerado um dos países com maior cobertura vacinal, com programas de vacinação que são referências mundiais. E desde 2015 estamos vendo esse número despencar.

Só em São Paulo, até julho de 2022, apenas 79,92% do público alvo foi vacinado, sendo que o ideal para proteção coletiva é de 95%.[4]

Em Minas Gerais houve um aumento de 325% nas mortes pela meningite meningocócica,[5]. Em função disso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) liberou a vacina para jovens e adultos de 16 a 30 anos.

No Rio de Janeiro, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) o índice vacinal da meningocócica C apresenta uma queda significativa – “Em 2017, a taxa ficou em 91,32%; em, 2018, em 87,86%; em 2019, reduziu para 76,81%; em 2020, caiu para 57,12%; e em 2021, ficou em 54,49%. Em 2022, até o dia 22 de setembro, a taxa inserida no sistema estava em 36,38%.”[6]

Para a vacina Penta, as coberturas também estão em queda: 93,49%, em 2017; 88,16%, em 2018; 55,15%, em 2019; 55,77%, em 2020; e 54,27%, em 2021. Este ano, até o dia 22 de setembro, a taxa está em 34,67%.[6]

“É necessário ficar atento a sintomas como cefaléia, febre, vômitos associados a quadros de prostração intensa, irritação, rigidez de nuca ou convulsão. Estes sintomas sinalizam a necessidade de assistência médica, com urgência. A prevenção se dá, principalmente, pela vacinação, disponibilizada pelo SUS, para crianças, adolescentes e trabalhadores da saúde. Esses grupos representam maior risco para a doença atualmente e devem manter o calendário vacinal em dia”

Gilmar Rodrigues, coordenador de Doenças e Agravos Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica Estadual da SES-MG.[3]

Tecnologia Seegene no combate às meningites

Nos casos de meningite bacteriana em que o quadro se intensifica em apenas 24 horas, com altas chances de fatalidade, a identificação do patógeno responsável é essencial para as medidas de cuidados.

Principalmente porque os sintomas iniciais são iguais aos de gripe e dengue – febre, mal-estar, dor de cabeça e dores pelo corpo. Ao perceber confusão mental, rigidez na nuca (o sintoma mais característico) e fotossensibilidade é recomendado procurar ajuda médica urgente.

Como essa infecção bacteriana pode causar complicações como coágulos sanguíneos, edema cerebral, pressão intracraniana, excesso de líquido no cérebro, inflamação dos nervos cranianos, empiema subdural e ainda pode deixar sequelas como surdez, dificuldade de aprendizagem e comprometimento cerebral, os médicos costumam iniciar o tratamento antes mesmo de ter um diagnóstico em mãos nem a avaliação da punção lombar.

Esse é um problema que precisa de nossa atenção, pois nesse cenário não há o conhecimento da bactéria responsável e o antibiótico utilizado é escolhido conforme a probabilidade de ser a responsável. Há ainda a combinação de tratamento para a meningite bacteriana e a viral mais a medicação para os casos de complicações. 

Para a rápida identificação de certos tipos de bactérias, como a Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae, a metodologia PCR do kit Allplex™ Meningitis Panel Assays é a mais recomendada, já que o teste detecta proteínas específicas na superfície da bactéria.

Ao analisar grandes trechos de material genético, o teste identifica micro-organismos no líquido cefalorraquidiano (LCR) que, do contrário, não seriam detectáveis por outros métodos.

Nos casos de meningite viral, essa identificação também precisa ser rápida, já que é a causa mais comum da meningite asséptica. Dos mais comuns, têm-se: Enterovírus, HSV, Adenovírus, HPeV, Cytomegalovirus e Vírus Epstein-Barr.

Com sintomas semelhantes e de evolução lenta, a meningite viral é tratada com mais calma e também é identificada com PCR, uma vez que a cultural viral é inviável.

Tecnologia na saúde: como a Seegene está contribuindo com o crescimento do mercado

Para diagnósticos completos, com agilidade e confiabilidade, os kits Seegene Brazil fazem a cobertura total de patógenos e utilizam o Sistema UDG para prevenir contaminação por carregamento. A Plataforma All in One Seegene possui um fluxo de trabalho diferenciado e faz a interpretação automatizada de dados e interligação com sistema LIS do laboratório utilizando o Seegene Viewer.

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