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Doenças Tropicais Negligenciadas no Brasil – por que o seu laboratório precisa da PCR para dengue

Endêmica no Brasil, a dengue é um problema de saúde pública que requer mais atenção das autoridades e da população, uma vez que está diretamente relacionada a questões socioeconômicas do país.

Só nesses primeiros meses de 2023, já se registram milhares de casos por todo o país, incluindo óbitos – só no Espírito Santo são mais de 24 mil casos e 3 mortes [1]; em Minas Gerais são mais de 11 mil casos com 4 mortes e 11 sob investigação [2]; e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), RS, emitiu um comunicado de risco para arboviroses em geral [3].

Como as DTN, Doenças Tropicais Negligenciadas, são de caráter internacional, países fronteiriços como a Argentina e o Paraguai também emitiram alertas sobre o aumento nos casos de dengue e Chikungunya. [3]

E, mesmo sendo de grande interesse público, a maioria dos casos de dengue são diagnosticados clinicamente, sem nenhum tipo de confirmação laboratorial.

Essa abordagem afeta diretamente os levantamentos oficiais, comprometendo boletins, estudos, controles e levantamentos epidemiológicos. Especialmente se levarmos em consideração as similaridades entre os sintomas das DTN e Infecções Respiratórias, por exemplo.

Para garantir que esses resultados sejam específicos, é preciso analisar a nível molecular, e, por isso, há o consenso e a recomendação da PCR para esse diagnóstico, principalmente a PCR para dengue.

Doenças Tropicais Negligenciadas no Brasil

As doenças negligenciadas são aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas e são consideradas endêmicas em populações de baixa renda. As doenças tropicais, como a malária, a doença de Chagas, a doença do sono (tripanossomíase humana africana, THA), a leishmaniose visceral (LV), a filariose linfática, a dengue e a esquistossomose continuam sendo algumas das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Estas enfermidades […] incapacitam ou matam milhões de pessoas e representam uma necessidade médica importante que permanece não atendida

Fiocruz

A utilização do termo “negligenciada” se dá justamente pelo subfinaciamento e pela desconsideração com áreas e a população de zonas rurais e bairros periféricos. 

Com o quadro agravado pela pandemia, especialistas já apontam um retrocesso significativo nas abordagens de cuidados primários e secundários das arboviroses – “Nos últimos dois ou três anos, ficamos atrasados 15 anos. Em muitos países tropicais, as consequências das infecções por covid-19 não foram tão graves quanto as das DTN.” – afirma Jürgen May, diretor do Instituto Bernhard Nocht de Medicina Tropical, em Hamburgo, onde são pesquisadas infecções globais.

No último levantamento da OPAS tem-se a notificação de 3.110.442 casos de arboviroses em 2022. Do total, 2.803.096 (90,1%) foram casos de dengue, 271.006 (8,7%) casos de chikungunya e 36.340 (1,2%) casos de zika. Foi um aumento de 118% em relação a 2021 (1.425.221 casos).

A dengue é a arbovirose de maior incidência na região das Américas e, principalmente no Brasil – “O maior número de casos de dengue foi observado no Brasil, com 2.383.001 casos, seguido pela Nicarágua, com 97.541 casos, e Peru, com 72.844 casos. Em relação ao número de casos de dengue grave, o maior número de casos foi observado nos seguintes países: Brasil com 1.473 casos e Colômbia com 1.371 casos.” [4]

Um detalhe importante nesse relatório é o que mencionamos anteriormente sobre as confirmações laboratoriais – “Em 2022, dos 2.383.001 casos de dengue notificados, 1.220.728 (51,2%) foram confirmados por critério laboratorial e 1.473 (0,12%) foram classificados como dengue grave.”

E ainda, em 2022, houve uma preocupante falta de insumos para os testes sorológicos do tipo IgG e IgM (para dengue, febre amarela, zika, chikungunya e mayaro) e os testes do tipo NS1 (para dengue). [5]

Sobre isso, o infectologista Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia afirmou na época que [há] aumento de demanda, porque tivemos um aumento muito grande de casos e a procura pelos exames aumentou. Ao mesmo tempo, [temos] uma falta de programação do Ministério da Saúde e das empresas. E não só são os casos positivos que fazemos testes, fazemos também para os casos suspeitos. Então a demanda é muito maior que os casos positivos.” [5]

Diagnóstico PCR para dengue

Assim como a OMS, o CDC norte-americano e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica tem em suas diretrizes a PCR como melhor opção para diagnosticar e identificar as arboviroses.

A identificação assertiva do sorotipo da dengue, por exemplo, ajuda no manejo da doença; na adequação de tratamentos e na diminuição dos casos de falso-negativo.

Devido a sua alta sensibilidade, a PCR pra dengue pode e deve ser feita logo no início do quadro sintomático, ao contrário da sorologia que necessita de uma contagem de 6 dias após o surgimento dos sintomas.

E no Brasil, já está disponível o Novaplex™ Tropical fever virus Assay (RUO), teste desenvolvido pela Seegene que detecta os principais patógenos das DTN no Brasil, como a dengue.

Este kit é um painel multiplex que permite a detecção dos vírus da dengue (DENV), zika (ZIKV), chikungunya (CHIKV) e febre do Nilo (WNV), além do controle interno, em uma única reação. O teste fornece valores individuais de Ct para cada analito utilizando a tecnologia Seegene MuDTTM.

Detecção simultânea de 4 virus:

  • Dengue
  • Zika
  • Chikungunya
  • Febre do Nilo

O Novaplex™ Tropical fever virus Assay (RUO), é compatível com a Plataforma All in One Seegene que permite a automação do processamento da amostra primária, extração de ácidos nucléicos e preparo da PCR. 

Laboratórios parceiros Seegene não precisam fazer novos investimentos em equipamentos ou estrutura.

Os testes Seegene são reconhecidos mundialmente pela grande capacidade de análise e resultados de fácil interpretação. Nossas tecnologias e sistemas também estão presentes nos maiores laboratórios do mundo e do Brasil.

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